sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Mentiras de Natal

A magia do Natal tem muito que se lhe diga. Não parte apenas das crianças e a sua fértil imaginação, mas da sua sólida capacidade de querer acreditar em algo. Nós pais, damos uma ajudinha a compor a fábula mas acabamos por tapar mentira atrás de mentira, aguardando calmamente que as montanhas de presentes tapem as suas dúvidas até ao próximo ano.

No ano passado, a minha filha de 7 anos perguntou-me se havia mesmo Pai Natal, sabendo perfeitamente que não havia. Eu, que não queria mentir mais, acabei por dizer a verdade. Ficou devastada, não porque tinhamos mentido, mas porque tinha-lhe tirado a magia do Natal. Assim, este ano perguntou-me "O Pai Natal existe mesmo não é verdade?". E eu respondi, sim :-)

Percebi então que o Pai Natal e a magia existe porque as crianças querem que exista e não porque lhes estamos a contar uma mentira.

Listo aqui as contradições do Natal às quais é preciso antever e dar a volta:
  1. Todos os meninos bons ou maus acabam sempre por receber presentes. Então não recebo apenas se me portar bem? R: Há meninos que recebem presentes dos pais porque o Pai Natal não entrega e os pais não querem que eles fiquem tristes. No entanto, têm sempre menos e piores presentes porque só o Pai Natal sabe exatamente aquilo que os meninos querem.
  2. O Pai Natal existe mesmo? R: O Pai Natal existe mesmo na nossa cabeça e nos nossos corações. Se não acreditarmos nele, ele deixa de existir.
  3. Quem dá os presentes? O Pai Natal ou o Menino Jesus? R: O Pai Natal porque o Menino Jesus dá outro tipo de presentes como a família, o amor e o carinho de todos aqueles que nos rodeiam.
  4. Porque é que não recebi os presentes todos que se encontram na lista? Não me portei bem? R:O Pai Natal e os duendes não têm capacidade de fabricar e comprar os presentes todos!
  5. Porque é que os adultos trocam presentes? R:Porque é uma forma de agradecerem e dizerem que gostam muito uns dos outros. São miminhos :-)
  6. Se foi o Pai Natal que deixou o presente, porque é que a avó diz que o presente é dela? R:Há presentes que foi o Pai Natal que deixou em casa da avó para ela te entregar.
Aproveito para adicionar uma lista de DVD's que reforçam a magia do Natal!










segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Halloweenário

O que é isso do Halloween? É o Dia das Bruxas? Para que serve? Para dar trabalho aos pais que já lhes basta o Carnaval.

Deste há 4 anos para cá, festejo esta data com os meus filhos de uma forma muito simples mas para eles mágica. Num país em que não há tradição desta data, fica difícil andar pela rua, ao frio a bater de porta em porta sobre o risco de ouvir um belo palavrão ou apanhar um balde de água fria.

Aqui vai a minha lista de actividades para o Dia das Bruxas:

  1. Dois dias antes ir ao chinês comprar pinturas, dentes de vampiro, forcas, perucas, o que for...o meu buddget máximo são 10€.
  2. No dia anterior ir ao supermercado comprar rebuçados, gomas e chocolates para entregar aos vizinhos do meu prédio. Sim, vou de porta em porta, entregar doces e explicar que no dia seguinte 3 mini sustos vão pedir doces...so be nice!
  3. No próprio dia, fardar os miúdos com as minhas roupas pretas e com a ajuda de lápis preto, pó de talco e batom vermelho, tentar recriar nas suas carinhas, alguma noção de horror.
  4. Entregar saquinhos aos 3, ensaiar gritos e vozes más e lá vamos nós prédio fora!
Este ano criei uma bruxa, um zombie/vampiro/diabo e o bebé da família Adams! Aproveitei para conhecer os meus vizinhos. LOL


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Good News!! Trabalhar a tempo parcial

É certo e sabido que metade dos nossos problemas familiares poderiam ser resolvidos se tivéssemos mais tempo para dedicar aos nossos filhos.

Consciente disso, o Governo vai lançar uma medida única já em 2014: os pais vão poder trabalhar a tempo parcial sem prejuízo de redução do seu salário.

 A medida ainda está a ser trabalhada pelo Ministrério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, pelo que ainda estamos por saber as restrições à sua aplicação. Contudo, devemos celebrar esta iniciativa apoiada por fundos comunitários, e alertar para alguns problemas que antecipo.

É importante que haja uma mudança de mentalidade por parte das empresas e dos empregados. Com efeito, esta medida deve ser vista e apoiada de forma positiva e não como algo que culturalmente estamos habituados: “um bom trabalhador é aquele que chega cedo e sai tarde”. Assim, deve ser assegurado que as empresas não prejudiquem o trabalhador e continuem a apostar nestes empregados proporcionando-lhes formação e oportunidade de crescimento.

Igualmente, para que a medida resulte, deve haver uma redução de responsabilidades por fim a adaptar à nova carga horária. Caso contrário, o trabalhador estará a trabalhar o mesmo em menos horas ou levará o trabalho para casa como acontece em muitas licenças de maternidade ou de aleitamento.

 Finalmente, deve haver um controle apertado sobre as empresas que utilizam este sistema. Facilmente esta norma pode ser utilizada como forma de reduzir as despesas com salários (são subsidiadas pelo Estado), não sendo cumprido o seu objectivo principal.

Estou curiosa para perceber como o Ministério vai implementar e comunicar esta medida mas para já, devemos celebrar com cautela.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Controlo social


Controlo nas redes sociais
Foi descoberta uma página pessoal no FB com fotografias de crianças e  comentários libidinosos. Pode até ser uma criança que resolveu fazer uma brincadeira parva, mas também pode ser um adulto a cobiçar as criancinhas indefesas.

A verdade, é que muitas vezes esquecemos-nos que o controlo parental também passa pelo controlo social. Ou seja, é nossa responsabilidade controlar a atividade dos nossos filhos nas redes sociais e nossa também da partilha que fazemos deles na net.

Que existem predadores na net, não há dúvidas. Sobre isso já fiz dois posts sobre as ferramentas de segurança e sobre a partilha de fotos. Contudo, nunca tinha abordado o tema da segurança nas redes sociais.

Pessoalmente, não partilho nas redes sociais as fotografias dos meus filhos. Mesmo tendo condições de privacidade no meu perfil muito restritas. De um momento para ou outro, há uma falha na programação ou FB decide alterar a sua política de privacidade (como aconteceu com o Instagram) e as fotos ficam públicas.

O que podemos fazer para introduzir algum controlo social na partilha de informação/imagens dos nossos filhos e pelos nossos filhos?

  •  Desligar as informações de localização nos smartphones para que as fotografias não possuam esse código quando são partilhadas.
  • Solicitar aos amigos/familiares para não partilharem as fotografias ou explicar como podem partilhar (deem preferência ao email ou a caixas de partilha como o dropbox).
  • Se estão longe e precisam partilhar mais, criem um blog pessoal com acesso apenas a determinadas pessoas.
  • Alterar os filtros de privacidade nas definições da nossa página e criar grupos de amigos para diferentes graus de partilha.
  • Editarperfil de cada amigo (amigo chegado, conhecido, amigo) por forma a selecionar o que deve visualizar.
  • Atualizar esta última lista periodicamente.
  • Evitar colocar comentários ou tags reveladoras como nomes, localização etc.
  • As fotos até podem ser fofas e divertidas mas quanto mais interessantes, maior o risco de viralidade.



Pode parecer uma caça às bruxas mas a ideia de que a internet e redes sociais são fechadas e seguras é irreal. A internet é 100% pública e aberta e é isso que a torna tão universal e atrativa.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

15 maneiras de dizer "Adoro-te"

Dizemos aos nossos filhos que gostamos deles todos os dias. Mas será que o demonstramos tantas vezes como gostaríamos? Na azáfama do dia-a-dia, entre TPC's, banhos, jantar, arrumar, planear e tantas outras obrigações, esquecemo-nos que pequenos gestos fazem-nos sentirem-se especiais.

Existem 1001 maneiras de dizer "Adoro-te". Desta, escolhi apenas 15:

  1. Com o telemóvel, tirar fotografias tontas. É um momento super divertido e intimo
  2. Cortar em forma de coração as torradas, panquecas...
  3. Colocar um papelinho na lancheira com um recado, ou apenas em forma de coração.
  4. Fazer um programa "exclusivo" com ele/ela.
  5. Ensinar-lhe a fazer algo que adora.
  6. Fazer algo que ele/ela adora.
  7. Ver albúns de fotografias de quando ele/ela era pequeno/a.
  8. Transformar a sala num acampamento/castelo/forte.
  9. Colocar no quarto um mural com os desenhos/fotografias deles.
  10. Fazer asneiras com eles: luta de almofadas, misturar ingredientes na cozinha, brincar com pistolas e água...
  11. Sentar-se ao lado dele/dela e ver a série ou desenhos animados. Rir com eles :-)
  12. Arrumar-lhe o quarto e explicar o que fez para que ele/ela perceba o trabalho que deu.
  13. Fazer-lhe o prato/sobremesa favorito.
  14. Todas as manhãs, dizer-lhe algo que gosta nele/nela.
  15. Dar muitos beijinhos e festinhas.
Resumindo, diga-lhe "Adoro-te" de todas as maneiras e em todas as línguas!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Sem medos - Vacinação Obrigatória

http://www.abc.net.au/local/stories/2013/06/06/3776327.htm
A Linda e o Ian são pais que adoram o seu filho Alijah. Informaram-se a acharam que era melhor não vacinar os filhos devido aos possíveis efeitos secundários. Provavelmente, foram informados que seguindo uma dieta saudável e uma rotina estável, nunca teriam que se preocupar.

Com 7 anos, o pequeno Alijah foi internado com Tétano apenas por se ter cortado no pé. Esteve em coma induzido durante 3 semanas, e apesar de já se encontrar bem, teve que aprender a andar e comer de novo.

Parece inacreditável que em 2013 estejamos a dar passos para trás face ao desenvolvimento da medicina. Estamos numa Era em que é possível não morrer de Tétano através de uma simples vacina, e mesmo assim, envolvidos por esta nova moda pró-natureza e anti-químicos, somos guiados a acreditar que todo o esforço em pesquisa e inovação para assegurar a sobrevivência da espécie humana face aos milhões de vírus e batérias existentes na terra, é conversa de grandes laboratórios!

Algumas respostas para quem ainda tem dúvidas:

1 - São raras as crianças que têm reações secundárias às vacinas à excepção de febre. No mundo são vacinados milhões de crianças. O objectivo é induzir uma reação de criação de anticorpos na criança. Se todos se sentissem mal, já se tinham alterado as fórmulas.

2 - Ao não vacinar a sua criança, está a contribuir para a não erradicação de uma doença colocando os outros em risco.

3 - Mesmo que a doença esteja erradicada em Portugal, não está noutros países onde ainda existe tuberculose por exemplo. O seu filho poderá contrair à mesma a doença através de um portador.

4 - As vacinas são seguras. Em tempos achava-se que a tríplice viral poderia causar autismo mas diversos estudos já comprovaram que não é verdade.

Pode fazer o download do Programa Nacional de Vacinação em: http://www.mgfamiliar.net/itemgenerico/programa-nacional-de-vacinacao

Caso tenham dúvidas adicionais, contactem o pediatra ou a área de vacinação no seu Centro de Saúde.