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terça-feira, 25 de março de 2014

És tão boa mãe como o resto do mundo!

Uma grande amiga enviou-me este texto que me deixou com um sorriso de orelha a orelha. Partilho com todas as mães e pais porque também há alguns assim.



Querida Mãe:

Eu já te vi por aí.

Eu vi-te a gritar com os teus filhos em público, vi-te a ignorá-los no parque, vi-te a levá-los à escola antes de teres tomado banho, e de calças de pijama por baixo do casaco.

Eu vi-te a implorares aos teus filhos, vi-te a suborná-los, e a ameaça-los.

Eu vi-te a gritar feita louca com o teu marido, com a tua mãe, e com o agente de polícia no cruzamento da escola.

Eu já te vi a correr com os miúdos de um lado para o outro, a sujares-te no parque e a praguejares em voz alta depois de bateres com o joelho na esquina da cadeira.

Eu vi-te a partilhares um leite achocolatado com um maníaco de 4 anos. Vi-te a limpar o nariz dos teus filhos com os dedos e a limpa-los na parte de trás das calças de ganga. Vi-te a correr com o teu bebé de 2 anos pendurado na dobra do teu braço, para apanhares a bola que está a fugir para a estrada.

Eu já te vi a ranger os dentes enquanto o teu filho gritava contigo porque não queria ir à aula de piano, à natação, ou ao treino de futebol. Eu vi-te a fechar os olhos e a respirar fundo depois de entornarem um copo de leite inteiro em cima. Vi-te a chorar desesperada enquanto tentavas tirar lápis de cera da tua melhor mala.

Eu já te vi na sala de espera do hospital. Eu vi-te no balcão da farmácia. Vi-te com o teu olhar cansado e assustado.

Eu não sei se tinhas planeado ser mãe ou não.

Se soubeste desde sempre que querias pôr crianças neste mundo, cuidar deles, ou se a maternidade te apareceu de surpresa.

Não sei se correspondeu às tuas espectativas, ou se passaste os primeiros tempos como mãe aterrorizada porque tinhas imaginado que sentirias o “amor materno” doutra forma.

Não sei se tiveste dificuldade em engravidar, se perdeste algum bebé, ou se tiveste algum parto traumático.
Nem sequer sei, se concebeste o teu filho no teu ventre, ou se o acolheste na tua família.

Mas eu conheço-te.

Eu sei que não alcançaste tudo o que querias na vida. Sei que há coisas que nunca soubeste que querias até teres filhos.

Eu sei que, às vezes, pensas que não estás a dar o teu máximo e que podias fazer melhor.

Eu sei que olhas para os teus filhos e te revês neles.

Eu sei que às vezes apetece-te atirar um candeeiro ao teu filho adolescente, e atirar o de 3 anos pela janela.

Eu sei que há noites que, depois de deitar os miúdos, estás tão exausta que só te apetece enrolares-te na cama a chorar.

Eu sei que há dias tão difíceis que só queres que acabem depressa. Depois, na hora de ir para a cama os teus filhos abraçam-te e enchem-te de beijinhos, e dizem o quanto gostam de ti, e de repente querias que o dia durasse para sempre.

Mas nada dura para sempre.

Os dias terminam, e o dia a seguir é um novo desafio. Febres, desgostos amorosos, trabalhos da escola, novos amigos, novos animais de estimação e novas dúvidas. E todos os dias, fazes o que tens de fazer.

Vais trabalhar, ou ficas em casa pões o bebé no sling e ligas o aspirador. Ou vais até ao jardim passear com ele.

Largas tudo para moderar uma discussão sobre de quem é a vez de usar aquelas canetas especiais, para dar um beijinho ao óó da tua filha, ou para conversar sobre qual é a cor do batom que a mãe do Pinóquio usava.

Eu sei que fazes guerras de cocegas em castelos de lençóis, e que sabes de cor as histórias de, pelo menos, 8 livros ilustrados. Eu sei que danças de forma ridícula quando vocês estão sozinhos. E que inventam canções parvas sobre queijo, maus cheiros, ou ervilhas.

Eu sei que uma hora depois de deitares os teus filhos, largas o que estás a fazer e vais cortar as unhas do mais novo. Sei que paras de arrumar a cozinha, porque a tua filha te convidou para a festa de chá que está a fazer com as bonecas, e faz questão que lá estejas.

Eu sei o que custou tratares dos teus filhos quando tiveste aquela virose de 4 dias. Sei que comes os restos dos pratos deles, enquanto arrumas a cozinha.

Eu sei que não contavas com muitas destas coisas. Sei que não antecipaste amar alguém tão intensamente, ou andar tão cansada, ou ser a mãe em que te vieste a tornar.

Pensavas que tinhas tudo planeado. Ou então, estavas perdida e aterrorizada. Ias contratar a Nanny perfeita. Ou ias deixar de trabalhar e aprender tudo sobre crianças.

Sei que não és a mãe perfeita. Por mais que tentes, e por mais que te esforces. Tu nunca serás a mãe perfeita.
E isso, provavelmente, vai perseguir-te. Ou se calhar fizeste as pazes com isso. Ou talvez nem nunca tenha sido um problema.

Eu sei que acreditas que independentemente do que fizeres, poderias ter feito sempre mais.

A realidade é outra.

Não interessa o pouco que fizeste, no fim do dia os teus filhos vão sempre amar-te. Vão continuar a rir para ti, e acreditar que tens poderes mágicos que podes curar quaisquer coisas.

Independentemente do que acontecer no trabalho, na escola, ou num grupo de amigos, tu fazes, sempre, tudo o que está e não está ao teu alcance para garantir que no dia a seguir os teus filhos estarão tão felizes, saudáveis e espertos quanto é possível.

Há um velho ditado iídiche que diz: “Há um filho perfeito no mundo, e todas as mães o têm.”

Feliz ou infelizmente, não há pais perfeitos. Os teus filhos vão crescer determinados a ser diferentes de ti. Vão crescer com a certeza de que não vão pôr os seus filhos nas aulas de piano, de que vão ser mais brandos, ou mais rigorosos, ou ter mais filhos, ou ter menos, ou não ter nenhum.

Um dia os teus filhos vão estar a correr como loucos na igreja, a portar-se pessimamente no restaurante a fazer caretas para o lado, e alguém vai passar e elogiar a tua família.

Uma certeza podes ter: não és perfeita!

E isso é bom. Porque na realidade, nem os teus filhos são perfeitos. E ninguém no mundo se preocupa mais com eles do que tu, ninguém sabe porque é que eles estão a chorar senão tu, ninguém percebe as piadas deles melhor do que tu.

E já que ninguém é perfeito, tens de desempatar com 2 biliões de pessoas que estão em primeiro lugar execuo para concorrer à melhor mãe do mundo.

Parabéns melhor Mãe do Mundo. Tu não és perfeita. És mais que perfeita: És tão boa mãe como o resto do mundo."

por Lea Grover em Becoming a super mommy
adaptado por Up To Lisbon Kids

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

15 maneiras de dizer "Adoro-te"

Dizemos aos nossos filhos que gostamos deles todos os dias. Mas será que o demonstramos tantas vezes como gostaríamos? Na azáfama do dia-a-dia, entre TPC's, banhos, jantar, arrumar, planear e tantas outras obrigações, esquecemo-nos que pequenos gestos fazem-nos sentirem-se especiais.

Existem 1001 maneiras de dizer "Adoro-te". Desta, escolhi apenas 15:

  1. Com o telemóvel, tirar fotografias tontas. É um momento super divertido e intimo
  2. Cortar em forma de coração as torradas, panquecas...
  3. Colocar um papelinho na lancheira com um recado, ou apenas em forma de coração.
  4. Fazer um programa "exclusivo" com ele/ela.
  5. Ensinar-lhe a fazer algo que adora.
  6. Fazer algo que ele/ela adora.
  7. Ver albúns de fotografias de quando ele/ela era pequeno/a.
  8. Transformar a sala num acampamento/castelo/forte.
  9. Colocar no quarto um mural com os desenhos/fotografias deles.
  10. Fazer asneiras com eles: luta de almofadas, misturar ingredientes na cozinha, brincar com pistolas e água...
  11. Sentar-se ao lado dele/dela e ver a série ou desenhos animados. Rir com eles :-)
  12. Arrumar-lhe o quarto e explicar o que fez para que ele/ela perceba o trabalho que deu.
  13. Fazer-lhe o prato/sobremesa favorito.
  14. Todas as manhãs, dizer-lhe algo que gosta nele/nela.
  15. Dar muitos beijinhos e festinhas.
Resumindo, diga-lhe "Adoro-te" de todas as maneiras e em todas as línguas!

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

10 erros não intencionais

Já andava à procura há algum tempo de um artigo simples que indicasse os erros principais que muitos pais cometem não intencionalmente. Encontrei no site brasileiro ITodas que tomei a liberdade de copiar com algumas notas adicionais.

Deixo apenas um comentário principal: em todos os casos abaixo descritos, não é esquecida a fragilidade dos nossos pequeninos para quem nós pais somos o mundo, ponto de partida e chegada, começo e fim. É por isso que depositam em nós todo o seu amor incondicional e confiança. Tentemos não traí-la...



1 – Não rotule seu filho de pestinha, chato, lerdo ou outro adjetivo agressivo, mesmo que de brincadeira. Isso fará com que ele se torne realmente isso.
Quantas vezes passo na rua e vejo um pai ou mãe ralharem com o filho a dizer "és mau". Ou mesmo em conversa com amigas ouvir dizer "a M é respondona e mau feitio". As crianças tomam como modelo os pais, logo se eles dizem que "eu sou mau, então deixa-me cá corresponder à expectativa..."
2 – Não diga apenas sim. Os nãos e porquês fazem parte da relação de amizade que os pais querem construir com os filhos.
Eles querem saber o "porquê" de tudo e às vezes, quando não sabemos ou é complicado responder, dizemos "porque sim". Assim se quebra a relação de confiança depositada no pai/mãe que "não têm paciencia para mim :-("
3 – Não pergunte à criança se ela quer fazer uma atividade obrigatória ou ir a um evento indispensável. Diga apenas que agora é a hora de fazer.
Se o "não" não é uma opção, então porquê estar a perguntar? Para dar a entender que estamos a dar liberdade de opção ou mais participação? Cuidado, senão acabam por ter exatamente o efeito contrário.
4 – Não mande a criança parar de chorar. Se for o caso, pergunte o motivo do choro ou apenas peça que mantenha a calma, ensinando assim a lidar com suas emoções.
Mandamos parar de rir? Não, isso seria uma violência. Então porquê mandar parar chorar? Se está a chorar sem motivo ou por birra (o que normalmente acontece num local público) então afaste-se e espere que passe.
5 – Não diga que a injeção não vai doer, porque você sabe que vai doer. A menos que seja gotinha, diga que será rápido ou apenas uma picadinha, mas não engane.
Ser apanhado na mentira é perder a confiança dos filhos. Mais ainda, estamos a ensinar a mentir para depois dizer que é feio mentir. Cuidado...
6 – Não diga palavrões. Seu filho vai repetir as palavras de baixo calão que ouvir.
E depois não reaja com surpresa!
7 – Não ria do erro da criança. Fazer piada com mau comportamento ou erros na troca de letras pode inibir o desenvolvimento saudável.
Isso é um dos erros que mais vejo fazer e que mais me impressão faz. A criança poderá querer validar o comportamento do pai/mãe repetindo o erro ou então ficar mortificada por ter sido gozada. 
8 – Não diga mentiras. Todos os comportamentos dos pais são aprendidos pelos filhos e servem de espelho.
O mesmo que no ponto 6.
9 – Não diga que foi apenas um pesadelo e mande voltar para a cama. As crianças têm dificuldade de separar o mundo real do imaginário. Quando acontecer um sonho ruim, acalme seu filho e leve-o para a cama, fazendo companhia até dormir.
As crianças não são adultos. Se um filho se levanta a pedir ajuda porcausa de um pesadelo, é nossa obrigação ajudar, acarinhar, suportar. Não  colocar o nosso sono acima do deles?
10 – Nunca diga que vai embora se não for obedecido. Ameaças e chantagens nunca são saudáveis.
A pior coisa que pode fazer é ter a mesma atitude que um amiguinho teria. "se não fizeres isto não sou teu amigo!". Claro que o seu filho virá logo a correr ter consigo mas com a sensação de abandono , insegurança e tristeza muito difíceis de recuperar.

Estes erros são extremamente comuns. São erros ignorantes e iracionais, muitas vezes fruto do cansaço. Contudo, há que assumir o contrato que assinámos como pais. De criar e amar os nossos filhos incondicionalmente para que se transformem em adultos, fortes, seguros e estáveis.