quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Good News!! Trabalhar a tempo parcial

É certo e sabido que metade dos nossos problemas familiares poderiam ser resolvidos se tivéssemos mais tempo para dedicar aos nossos filhos.

Consciente disso, o Governo vai lançar uma medida única já em 2014: os pais vão poder trabalhar a tempo parcial sem prejuízo de redução do seu salário.

 A medida ainda está a ser trabalhada pelo Ministrério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, pelo que ainda estamos por saber as restrições à sua aplicação. Contudo, devemos celebrar esta iniciativa apoiada por fundos comunitários, e alertar para alguns problemas que antecipo.

É importante que haja uma mudança de mentalidade por parte das empresas e dos empregados. Com efeito, esta medida deve ser vista e apoiada de forma positiva e não como algo que culturalmente estamos habituados: “um bom trabalhador é aquele que chega cedo e sai tarde”. Assim, deve ser assegurado que as empresas não prejudiquem o trabalhador e continuem a apostar nestes empregados proporcionando-lhes formação e oportunidade de crescimento.

Igualmente, para que a medida resulte, deve haver uma redução de responsabilidades por fim a adaptar à nova carga horária. Caso contrário, o trabalhador estará a trabalhar o mesmo em menos horas ou levará o trabalho para casa como acontece em muitas licenças de maternidade ou de aleitamento.

 Finalmente, deve haver um controle apertado sobre as empresas que utilizam este sistema. Facilmente esta norma pode ser utilizada como forma de reduzir as despesas com salários (são subsidiadas pelo Estado), não sendo cumprido o seu objectivo principal.

Estou curiosa para perceber como o Ministério vai implementar e comunicar esta medida mas para já, devemos celebrar com cautela.

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

Controlo social


Controlo nas redes sociais
Foi descoberta uma página pessoal no FB com fotografias de crianças e  comentários libidinosos. Pode até ser uma criança que resolveu fazer uma brincadeira parva, mas também pode ser um adulto a cobiçar as criancinhas indefesas.

A verdade, é que muitas vezes esquecemos-nos que o controlo parental também passa pelo controlo social. Ou seja, é nossa responsabilidade controlar a atividade dos nossos filhos nas redes sociais e nossa também da partilha que fazemos deles na net.

Que existem predadores na net, não há dúvidas. Sobre isso já fiz dois posts sobre as ferramentas de segurança e sobre a partilha de fotos. Contudo, nunca tinha abordado o tema da segurança nas redes sociais.

Pessoalmente, não partilho nas redes sociais as fotografias dos meus filhos. Mesmo tendo condições de privacidade no meu perfil muito restritas. De um momento para ou outro, há uma falha na programação ou FB decide alterar a sua política de privacidade (como aconteceu com o Instagram) e as fotos ficam públicas.

O que podemos fazer para introduzir algum controlo social na partilha de informação/imagens dos nossos filhos e pelos nossos filhos?

  •  Desligar as informações de localização nos smartphones para que as fotografias não possuam esse código quando são partilhadas.
  • Solicitar aos amigos/familiares para não partilharem as fotografias ou explicar como podem partilhar (deem preferência ao email ou a caixas de partilha como o dropbox).
  • Se estão longe e precisam partilhar mais, criem um blog pessoal com acesso apenas a determinadas pessoas.
  • Alterar os filtros de privacidade nas definições da nossa página e criar grupos de amigos para diferentes graus de partilha.
  • Editarperfil de cada amigo (amigo chegado, conhecido, amigo) por forma a selecionar o que deve visualizar.
  • Atualizar esta última lista periodicamente.
  • Evitar colocar comentários ou tags reveladoras como nomes, localização etc.
  • As fotos até podem ser fofas e divertidas mas quanto mais interessantes, maior o risco de viralidade.



Pode parecer uma caça às bruxas mas a ideia de que a internet e redes sociais são fechadas e seguras é irreal. A internet é 100% pública e aberta e é isso que a torna tão universal e atrativa.

quinta-feira, 12 de setembro de 2013

15 maneiras de dizer "Adoro-te"

Dizemos aos nossos filhos que gostamos deles todos os dias. Mas será que o demonstramos tantas vezes como gostaríamos? Na azáfama do dia-a-dia, entre TPC's, banhos, jantar, arrumar, planear e tantas outras obrigações, esquecemo-nos que pequenos gestos fazem-nos sentirem-se especiais.

Existem 1001 maneiras de dizer "Adoro-te". Desta, escolhi apenas 15:

  1. Com o telemóvel, tirar fotografias tontas. É um momento super divertido e intimo
  2. Cortar em forma de coração as torradas, panquecas...
  3. Colocar um papelinho na lancheira com um recado, ou apenas em forma de coração.
  4. Fazer um programa "exclusivo" com ele/ela.
  5. Ensinar-lhe a fazer algo que adora.
  6. Fazer algo que ele/ela adora.
  7. Ver albúns de fotografias de quando ele/ela era pequeno/a.
  8. Transformar a sala num acampamento/castelo/forte.
  9. Colocar no quarto um mural com os desenhos/fotografias deles.
  10. Fazer asneiras com eles: luta de almofadas, misturar ingredientes na cozinha, brincar com pistolas e água...
  11. Sentar-se ao lado dele/dela e ver a série ou desenhos animados. Rir com eles :-)
  12. Arrumar-lhe o quarto e explicar o que fez para que ele/ela perceba o trabalho que deu.
  13. Fazer-lhe o prato/sobremesa favorito.
  14. Todas as manhãs, dizer-lhe algo que gosta nele/nela.
  15. Dar muitos beijinhos e festinhas.
Resumindo, diga-lhe "Adoro-te" de todas as maneiras e em todas as línguas!

segunda-feira, 2 de setembro de 2013

Sem medos - Vacinação Obrigatória

http://www.abc.net.au/local/stories/2013/06/06/3776327.htm
A Linda e o Ian são pais que adoram o seu filho Alijah. Informaram-se a acharam que era melhor não vacinar os filhos devido aos possíveis efeitos secundários. Provavelmente, foram informados que seguindo uma dieta saudável e uma rotina estável, nunca teriam que se preocupar.

Com 7 anos, o pequeno Alijah foi internado com Tétano apenas por se ter cortado no pé. Esteve em coma induzido durante 3 semanas, e apesar de já se encontrar bem, teve que aprender a andar e comer de novo.

Parece inacreditável que em 2013 estejamos a dar passos para trás face ao desenvolvimento da medicina. Estamos numa Era em que é possível não morrer de Tétano através de uma simples vacina, e mesmo assim, envolvidos por esta nova moda pró-natureza e anti-químicos, somos guiados a acreditar que todo o esforço em pesquisa e inovação para assegurar a sobrevivência da espécie humana face aos milhões de vírus e batérias existentes na terra, é conversa de grandes laboratórios!

Algumas respostas para quem ainda tem dúvidas:

1 - São raras as crianças que têm reações secundárias às vacinas à excepção de febre. No mundo são vacinados milhões de crianças. O objectivo é induzir uma reação de criação de anticorpos na criança. Se todos se sentissem mal, já se tinham alterado as fórmulas.

2 - Ao não vacinar a sua criança, está a contribuir para a não erradicação de uma doença colocando os outros em risco.

3 - Mesmo que a doença esteja erradicada em Portugal, não está noutros países onde ainda existe tuberculose por exemplo. O seu filho poderá contrair à mesma a doença através de um portador.

4 - As vacinas são seguras. Em tempos achava-se que a tríplice viral poderia causar autismo mas diversos estudos já comprovaram que não é verdade.

Pode fazer o download do Programa Nacional de Vacinação em: http://www.mgfamiliar.net/itemgenerico/programa-nacional-de-vacinacao

Caso tenham dúvidas adicionais, contactem o pediatra ou a área de vacinação no seu Centro de Saúde.




sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Partilhar fotos na Internet não confiando...

Já fui chamada de paranoica ou de ter a mania da perseguição mas nunca gostei de partilhar fotos dos meus filhos na internet ou redes sociais. Este vídeo dá-me alguma razão, pelo menos para aquelas fotografias que tiramos através do nosso smartphone.

Se quiserem continuar a fazê-lo, devem desligar os settings de GPS nos vossos smartphones. Podem depois não poder usar o Foresquare e outras redes que necessitam desses settings, mas pelo menos estarão seguros.


segunda-feira, 5 de agosto de 2013

10 erros não intencionais

Já andava à procura há algum tempo de um artigo simples que indicasse os erros principais que muitos pais cometem não intencionalmente. Encontrei no site brasileiro ITodas que tomei a liberdade de copiar com algumas notas adicionais.

Deixo apenas um comentário principal: em todos os casos abaixo descritos, não é esquecida a fragilidade dos nossos pequeninos para quem nós pais somos o mundo, ponto de partida e chegada, começo e fim. É por isso que depositam em nós todo o seu amor incondicional e confiança. Tentemos não traí-la...



1 – Não rotule seu filho de pestinha, chato, lerdo ou outro adjetivo agressivo, mesmo que de brincadeira. Isso fará com que ele se torne realmente isso.
Quantas vezes passo na rua e vejo um pai ou mãe ralharem com o filho a dizer "és mau". Ou mesmo em conversa com amigas ouvir dizer "a M é respondona e mau feitio". As crianças tomam como modelo os pais, logo se eles dizem que "eu sou mau, então deixa-me cá corresponder à expectativa..."
2 – Não diga apenas sim. Os nãos e porquês fazem parte da relação de amizade que os pais querem construir com os filhos.
Eles querem saber o "porquê" de tudo e às vezes, quando não sabemos ou é complicado responder, dizemos "porque sim". Assim se quebra a relação de confiança depositada no pai/mãe que "não têm paciencia para mim :-("
3 – Não pergunte à criança se ela quer fazer uma atividade obrigatória ou ir a um evento indispensável. Diga apenas que agora é a hora de fazer.
Se o "não" não é uma opção, então porquê estar a perguntar? Para dar a entender que estamos a dar liberdade de opção ou mais participação? Cuidado, senão acabam por ter exatamente o efeito contrário.
4 – Não mande a criança parar de chorar. Se for o caso, pergunte o motivo do choro ou apenas peça que mantenha a calma, ensinando assim a lidar com suas emoções.
Mandamos parar de rir? Não, isso seria uma violência. Então porquê mandar parar chorar? Se está a chorar sem motivo ou por birra (o que normalmente acontece num local público) então afaste-se e espere que passe.
5 – Não diga que a injeção não vai doer, porque você sabe que vai doer. A menos que seja gotinha, diga que será rápido ou apenas uma picadinha, mas não engane.
Ser apanhado na mentira é perder a confiança dos filhos. Mais ainda, estamos a ensinar a mentir para depois dizer que é feio mentir. Cuidado...
6 – Não diga palavrões. Seu filho vai repetir as palavras de baixo calão que ouvir.
E depois não reaja com surpresa!
7 – Não ria do erro da criança. Fazer piada com mau comportamento ou erros na troca de letras pode inibir o desenvolvimento saudável.
Isso é um dos erros que mais vejo fazer e que mais me impressão faz. A criança poderá querer validar o comportamento do pai/mãe repetindo o erro ou então ficar mortificada por ter sido gozada. 
8 – Não diga mentiras. Todos os comportamentos dos pais são aprendidos pelos filhos e servem de espelho.
O mesmo que no ponto 6.
9 – Não diga que foi apenas um pesadelo e mande voltar para a cama. As crianças têm dificuldade de separar o mundo real do imaginário. Quando acontecer um sonho ruim, acalme seu filho e leve-o para a cama, fazendo companhia até dormir.
As crianças não são adultos. Se um filho se levanta a pedir ajuda porcausa de um pesadelo, é nossa obrigação ajudar, acarinhar, suportar. Não  colocar o nosso sono acima do deles?
10 – Nunca diga que vai embora se não for obedecido. Ameaças e chantagens nunca são saudáveis.
A pior coisa que pode fazer é ter a mesma atitude que um amiguinho teria. "se não fizeres isto não sou teu amigo!". Claro que o seu filho virá logo a correr ter consigo mas com a sensação de abandono , insegurança e tristeza muito difíceis de recuperar.

Estes erros são extremamente comuns. São erros ignorantes e iracionais, muitas vezes fruto do cansaço. Contudo, há que assumir o contrato que assinámos como pais. De criar e amar os nossos filhos incondicionalmente para que se transformem em adultos, fortes, seguros e estáveis.